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Dicas

ESCOLHA A MELHOR MOTO PARA TRILHA

YAMAHA XTZ 125 - SUZUKI DR-Z400E - TORNADO - CRF 230 - TTR 230

30/11/2007

Yamaha XTZ 125 2008
Considerado “O Melhor Negócio 2007” do segmento, por revista especializada, chega a Rede de Concessionárias Autorizadas


A Yamaha XTZ125 2008 em suas versões K (partida a pedal) e E (partida elétrica) chega a Rede de Concessionários nas cores; azul, preta e vermelha em contraste com os novos gráficos.

O projeto já aprovado pelos consumidores da XTZ125, contou para o seu desenvolvimento com a supervisão da engenheira de off-road da Casa Matriz, o mesmo departamento responsável pelo desenvolvimento das Yamaha off-road YZ, WR e TTR.

Um exemplo do grau de comprometimento e empenho para o seu desenvolvimento é o acréscimo do exclusivo sistema de suspensão traseira denominada Active Monocross - um amortecedor com mola e óleo pressurizado a gás, uma tecnologia que elimina os links da suspensão convencional, auxiliando na redução de peso do conjunto.

O motor é um quatro tempos monocilíndrico, OHC (Over Head Camshaft), leve e compacto, arrefecido a ar e de 124cc que desenvolve 12,5 cv a 7.500 rpm. Além de versátil seu propulsor apresenta entre outras qualidades, excelentes retomadas. O carburador Mikuni VM 20SS é dotado de um sistema “enriquecedor” que possibilita acelerações mais suaves após desacelerações mais bruscas. O conjunto “respira” por meio de um filtro de ar úmido alojado em uma caixa projetada de forma a impedir a aspiração de poeira principalmente em trilhas, além de proporcionar um aproveitamento melhor da potência. O Sistema de Indução de Ar e o catalisador asseguram o respeito ao meio ambiente.

Os desenvolvimentos e soluções técnicas deste propulsor são comprovados pelo eficiente sistema de contra pesos acoplados ao eixo do virabrequim, denominado de Balance Engine, que praticamente eliminam as vibrações características aos motores monocilíndricos ou pelo prático sistema centrifugo de filtragem de óleo, que não requer a substituição de elementos filtrantes. Também alguns componentes internos do motor são mais robustos em relação ao modelo YBR 125 2008. O câmbio de cinco velocidades bem escalonado proporciona troca de marchas macias e precisas.

A suspensão dianteira é do tipo telescópica, enquanto a traseira, composta por braço oscilante em aço de alta resistência e exclusivo sistema Active Monocross. O curso de ambas as suspensões é de 180 mm.

O freio dianteiro, em ambas as versões (K e E), tem disco de 220 mm de diâmetro com acionamento hidráulico e pinça com dois pistões flutuantes, a traseira é equipada com um freio a tambor de 130 mm de diâmetro. As rodas são raiadas com 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira, resistentes para enfrentar buracos, obstáculos e depressões.

A ergonomia também foi estudada e aplicada em relação ao posicionamento dos braços e pernas, assim como um banco longo que avança sobre o tanque de combustível, possibilitando o vaivém característico do uso em trilhas. As pedaleiras dianteiras são retrateis e as traseiras fixadas ao chassi para não transmitir os impactos da irregularidade do solo a garupa.

Os comandos à mão, junto aos punhos, são completos oferecendo entre outros, acionamento do pisca direcional com cancelamento semi-automático, botão lampejador do farol alto, botão corta-corrente e de partida elétrica (na versão com partida elétrica).

O painel de instrumentos tem um mostrador de forma oval com velocímetro e velocidade máxima indicada de 140 km/h e hodômetro total e parcial com fundo em azul, as três luzes espias, neutro, pisca e indicador do farol alto tem bom tamanho e fácil visualização.

A Yamaha XTZ125 é uma motocicleta confortável e prática para o uso no lazer ou trabalho, que utiliza a melhor tecnologia e equipamentos disponíveis atendendo assim as necessidades dos motociclistas cada vez mais exigentes.

As características do modelo que marcou uma nova fase no mercado das duas rodas em seu segmento estão presentes. Entre elas: o baixo centro de gravidade, fácil maneabilidade, robustez e economia sendo um modelo ideal para os iniciantes. O modelo XTZ125 é fruto de uma engenharia que lançou o segmento off-road no mundo, prova da reunião das melhores características entre os modelos do segmento on-off road no Brasil com um modelo que foi eleito “O Melhor Negócio de 2007” pela revista Motociclismo Magazine, da Motorpress Brasil Editora.

Os modelos XTZ125 K e XTZ125 E, estão à venda em toda Rede de Concessionárias Autorizadas Yamaha, nas cores vermelha, azul e preta, oferecendo a melhor relação custo-beneficio entre as motocicletas de sua categoria, ao preço público sugerido, de R$ 6.867,00 (XTZ125 K) e R$ 7.661,00 (XTZ125 E).

SUZUKI DR-Z400E 2008

30/11/2007

Suzuki DR-Z400E 2008
A motocicleta preparada especialmente para aventuras e trilhas recebe inovações em seu grafismo e cores.


As concessionárias autorizadas Suzuki recebem no mês de maio, a nova DR-Z400E modelo 2008, com atualizações nos grafismos e assento agora totalmente azul. A cor predominante do modelo é o amarelo, característica mundial da linha de motocicletas off-road da Suzuki.

O potente motor monocilindro, quatro tempos, refrigerado a água, possui 398 cilindradas e potência de 49 HP a 8.500 RPM com torque de 4,4 Kgf.m a 7.000 RPM.

Para garantir o conforto e a praticidade do piloto, o modelo possui partida elétrica, bastando apenas um toque no acelerador para que a Suzuki DR-Z400E encare as aventuras off-road de frente, independente dos obstáculos. Mas para quem prefere utilizar em algumas ocasiões o pedal de partida, é possível comprar o kit separadamente.

Seu corpo leve e compacto de apenas 119 Kg facilita a passagem pelas trilhas mais estreitas e isso graças ao uso de materiais como alumínio e magnésio. Além disso, a união desses dois materiais oferece uma motocicleta ainda mais resistente.

Quando o assunto é off-road o item suspensão é muito importante, por isso a Suzuki equipou a DR-Z400E com suspensão dianteira telescópica, com 18 ajustes de retorno e 14 de compressão, e traseira tipo “link” progressivo, com 21 ajustes de retorno, 26 de compressão e pré-carga da mola ajustável. Esse conjunto garante ao piloto maior estabilidade nas manobras e curvas.

Para trazer mais segurança ao piloto, o sistema de freio é preparado para atender ao comando do manete com rapidez e eficiência. Na dianteira, há disco de 250mm com pinça de dois pistões e acionamento hidráulico. Na traseira, o disco é de 220mm com pinça de um pistão e acionamento hidráulico.

A lanterna traseira é iluminada por LED, o que garante sua eficiência, beleza e durabilidade. Na dianteira, o farol oferece ótima luminosidade e também é muito resistente para encarar as trilhas.

A Suzuki DR-Z400E tem conquistado no decorrer dos anos diversos títulos nos campeonatos nacionais de enduro e cross-country. Pilotos como o mineiro Nielsen Bueno e o paulista José Hélio, da equipe Suzuki/Petrobras, conhecem a tocada forte e a potência do modelo que é um dos mais vistos nas pistas e premiados pelas revistas especializadas na categoria.

O prazer de pilotar uma DR-Z400E não é apenas para pilotos profissionais. Para aquele proprietário que não é um competidor, mas gosta de aventura nos finais de semana, o modelo também é ideal. Ela é uma das poucas motocicletas no estilo, que pode rodar normalmente em ruas e avenidas, para isso é preciso apenas emplacar e instalar setas e espelhos.

TORNADO 2008

30/11/2007

Honda XR 250 Tornado 2008: visual mais esportivo reforça sua vocação on-off road
Modelo, que recebe novas cores e grafismos, se destaca por sua versatilidade e robustez.


Seguindo uma tendência mundial de aplicar cores cada vez mais vivas às motocicletas para reforçar o conceito de esportividade, a Honda lança a XR 250 Tornado 2008 na inédita laranja, ampliando as opções de cores para o público que já contava com a amarela, preta e vermelha. Já o grafismo chega com novo desenho da “Asa”, estilizado e monocromático, ainda mais jovial e arrojado

A XR 250 Tornado conta com moderno painel de instrumentos totalmente digital composto por velocímetro, hodômetros total, dois parciais e um regressivo, conjugados com cronômetro e relógio, que proporcionam mais precisão ao motociclista. Os led´s indicam a posição “neutro”, farol alto, piscas e descanso lateral. O conjunto de interruptores é de fácil acesso.

Ideal para a quem busca um meio de locomoção no dia-a-dia e também para quem prepara a motocicleta para se aventurar por estradas de terra e trilhas nos finais de semana, o modelo possui um farol que acende automaticamente ao acionar a chave no contato. Outro item é o interruptor que corta o funcionamento do motor caso a marcha seja engatada com o descanso lateral acionado.

Para facilitar o uso fora-de-estrada, a motocicleta traz piscas que podem ser removidos facilmente e conjunto de peças plásticas injetadas de grande resistência. O posicionamento do guidão e o encaixe natural do assento, mais estreito, sobre o tanque de combustível possibilitam a pilotagem off-road em pé nas pedaleiras, superando qualquer obstáculo com agilidade.

Desempenho do motor DOHC

A motocicleta traz o motor DOHC (Double Over Head Camshaft), com quatro válvulas e duplo comando no cabeçote, 249 cm3, monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar e com radiador de óleo, que, em combinação com o carburador a vácuo, possibilita respostas precisas ao comando do acelerador.

Desenvolve potência máxima de 23,3 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 2,42 kgf.m a 6.000 rpm, que proporcionam agilidade no uso urbano e fora-de-estrada.

A XR 250 Tornado possui câmbio de seis marchas que aproveita melhor a curva de torque do motor. O modelo é equipado com partida elétrica, tanque de combustível com capacidade para 11,5 litros e bateria selada isenta de manutenção periódica.

A suspensão traseira Pro-Link , com tensão de mola ajustável e exclusiva balança de alumínio (Aluminium Swing Arm), mantém o pneu sempre em contato com o solo, ampliando a capacidade de tração em qualquer terreno. Já a dianteira de longo curso assegura elevada capacidade de absorção de impactos, robustez e resistência à torção.

A motocicleta vem equipada ainda com o exclusivo sistema DHS (Double High Sus), tecnologia que permite o ajuste das suspensões dianteira e traseira em duas alturas diferentes, para atender melhor à forma de utilização e adequar-se à estatura do usuário.

Caso desejada, a modificação deve ser realizada em uma concessionária da marca, havendo necessidade apenas da troca do descanso lateral.

O freio dianteiro a disco, com 240 mm de diâmetro e cáliper de duplo pistão, e o traseiro a tambor, com 130 mm de diâmetro, proporcionam grande eficiência e progressividade nas frenagens. Os pneus, com aros de alumínio de 21” na dianteira e 18” na traseira, têm excelente aderência.

A XR 250 Tornado 2008 tem preço público sugerido de R$ 10.589,00.

CRF 230

30/11/2007

Moto-escola

A Honda CRF 230 é feita na medida para começar
no fora-de-estrada, seja no motocross ou no enduro.

Texto: Geraldo Tite Simões

 

 
 
Tite no teste
 

Não era justo só os americanos e europeus receberem essa pequena moto off-road. A Honda CRF 230 já era fabricada no Brasil, mas feita apenas para o mercado externo, conforme vocês viram na apresentação da CRF 230 Easy italiana. Em 2002 a Honda do Brasil expôs discretamente a CRF 230 em um evento e imediatamente recebeu uma enxurrada de pedidos para a venda também no mercado interno. Mais do que um critério técnico ou mercadológico, o que determinou a venda da CRF 230 foi a valorização do Real frente ao dólar americano. Bastou o dólar enfraquecer diante da nossa moeda para que a CRF perdesse competitividade no mercado externo e a solução foi colocá-la a venda aqui dentro. Sorte nossa! Agora temos uma moto especial de fora-de-estrada simples, econômica e sobretudo fácil de pilotar.

A começar pelo baixo peso, 107 kg a seco, que já lhe garante o título de uma das motos mais esbeltas do mercado. Eu sempre afirmei que moto de enduro com mais de 100 kg é injustificável, mas vamos dar um desconto, porque a Tornado pesa quase 50% a mais que isso. Além disso, a CRF 230 é baixa para a média de motociclistas brasileiros (872mm do banco ao solo). Mas o que determina a sua principal característica, a facilidade de pilotagem, graças ao motor monocilíndrico, quatro tempos, OHC, duas válvulas, que preserva a mesma arquitetura do XR 200. A propósito, um representante da área técnica da Honda afirmou que estava achando muito estranho um fenômeno recente: várias concessionárias passaram a pedir peças da CRF 230, tais como pistão, anéis, comando, carburador etc. A resposta é muito simples: com essas peças e uma retífica no cilindro é perfeitamente possível fazer um motor de XR 200 ficar mais espertinho! O que vale também para quem tem CBX 200 Strada!

A potência do motor é de 19,3 cv a 8.000 rpm, aliada ao torque de 1,92 kgf.m a 6.500 rpm são responsáveis por um comportamento muito linear e dócil, com a distribuição de potência concentrada nas baixas rotações. Também contribui para o torque em baixa o carburador de 26 mm, com acionamento mecânico, mas rápido nas respostas do que o sistema a vácuo. O escape sem silenciador também ajuda a deixar a crossinha esperta nas reacelerações. Percebe-se nitidamente que o silenciador foi abolido, mas existe o orifício por onde se pode fixar o parafuso e instalar o silenciador. Pra quem quiser, obviamente!

   
 
 
   
 
 
   
 
 
   
 
Bateria
 
   
 
Filtro de ar
 
   
     
   
 
Guia de corrente
 
   
 
Partida elétrica
 
   
 
Olha o Tite aí
 

Uma moto fácil de pilotar, baixa e leve é tudo que um praticante de fora-de-estrada poderia querer. Contribui para essa fórmula as suspensões de longo curso, com garfo telescópico de 240 mm e Pro-link na traseira com curso de 230 mm. Para completar, o vão livre do solo é de 305 mm, maior até mesmo que o da XR 250 Tornado (281 mm) e já vem com protetor de cárter de plástico. O sistema de freios importado tem cilindro mestre e pinças Nissin, como nas outras CRF de cross da marca, com disco dianteiro de 240 mm, e tambor traseiro de 110 mm. Mesmo sendo uma unanimidade universal a melhor qualidade e eficiência do disco traseiro em motos fora-de-estrada, até que esse sistema a tambor funcionou bem na pista de cross, vamos ver como se comporta quando tiver de atravessar um rio ou poça de lama! Como você já viu aqui no Motonline, a versão européia tem freio traseiro a disco. Segundo uma fonte interna da Honda, o custo final para equipar uma moto com freio traseiro a disco é cerca de R$ 500!

Havia pelo menos 15 anos que eu não entrava em uma pista de motocross, pilotando. Tanto que nenhum equipamento pessoal passou pela minha pança, felizmente a Honda nos presenteou com um conjunto de calça e camisa em numeração extra-grande. A simples lembrança de pilotar uma motocross na pista foi suficiente para acabar com minha noite de sono. Logo após o brieffing de apresentação, fui um dos primeiros a entrar na pista posso afirmar categoricamente que essa moto é feita sob medida para pilotos enferrujados e pançudos!

Como convém a uma moto de cross, o banco invade parte do tanque para permitir que o piloto se desloque para frente ou para trás conforme a situação. As pedaleiras são largas porque o piloto ficará boa parte do tempo em pé, apoiado nas pedaleiras. Eu mesmo detesto pilotar sentado no banco. O guidão de ferro tem cross-bar, é bem aberto e numa altura confortável. E ó o primeiro item que eu jogaria fora se tivesse uma CRF 230. Trocaria por um de alumínio, com alongador porque gosto de pilotar em pé. Como a moto é relativamente baixa, pode-se colocar os pés no chão sem problemas, mesmo para quem tem menos de 1,70m. Nos comandos apenas o básico: botão de partida elétrica (não há pedal), corta-ignição, acelerador, freio e embreagem, mais nada. Recomendo que aqueles que usarem a moto em enduro façam uma bela blindagem no botão de partida, porque se entrar água e der curto nunca mais vai conseguir ligar a moto! O farol com lâmpada de 35W permanece sempre aceso. Não há piscas, nem lanterna traseira, nem painel. Ao acionar o motor outra surpresa: o ronco é grave e alto, uma vez que essa moto não precisa obedecer as normas de emissão de ruídos.

Espertamente Wilson Yasuda, responsável pelo Centro de Pilotagem da Honda, suavizou a pista de motocross em Indaiatuba, SP, eliminando alguns saltos e deixando a terra bem fofa. Assim que percebi as condições de aderência e a eficiência dos pneus Pirelli MT 320 (que estava provando pela primeira vez), comecei a ficar cada volta mais folgado até me sentir o piloto profissional. Não demorou muito para meu pé escapar na recepção do maior salto e eu bater com violência no banco e fazer ovos mexidos.

A baixa potência do motor, o ótimo torque em baixa, as suspensões muito bem calibradas, o freio na medida ideal e a pista bem gradeada foram os elementos que permitiram que eu me divertisse tanto até meus sedentários músculos pedirem clemência. Decidi parar enquanto estava com todos os ossos e bolas inteiros.

Pode-se entrar nas curvas acelerando tudo que o pneu traseiro segura a onda. O MT 320 é uma versão mais nova que o MT 32. Muda um pouco o desenho e a borracha é mais dura, o que é bom no piso gradeado, mas pode ser uma tortura no chão batido. Nos saltos a recepção era suave e a suspensão não perdeu ação mesmo depois de muita pancada, comprovando que a escolha do óleo de bengala já foi pensada no uso muito agressivo. O pneu dianteiro tem os sulcos do meio largos e próximos, o que garantiu frenagens fortes sem perder estabilidade. Tudo isso em uma pista de cross, com a terra fofa. Ainda precisamos repetir a dose em uma trilha, com chão natural para confirmar, ou não, essas qualidades.

Fiz algumas simulações de trilha nos barrancos em volta da trilha e a moto revelou uma força inesperada em baixa. O câmbio de seis marchas tem as três primeiras curtas e bem próximas, a quarta média e as quinta e sexta mais longas. Pra quem acha câmbio de seis marchas desnecessário no fora de estrada, precisa dar uma volta nesta motoquinha. É muito difícil ter de usar primeira marcha, mesmo para superar pequenos obstáculos. Em várias situações pensei mesmo que fosse cair, mas bastou acelerar, mudar a postura ou apoiar o pé no chão para tudo voltar ao normal, graças a uma reação imediata ao menor giro do acelerador. Aliás, a segunda providência seria instalar um acelerador de curso rápido. E a terceira seria instalar protetor de mãos e de manetes.

A proposta da Honda é a de apresentar uma moto off-road, ao contrário das versões on-off road. E isso pode ser notado em detalhes como o filtro de ar de espuma fácil de retirar e de lavar e a bateria selada, que não vaza nem quando a moto fica de ponta-cabeça. As rodas são de dar inveja aos donos de outros Tornado: DID de alumínio importadas do Japão, aros 18 polegadas na traseira e 21 na dianteira, lindas e muito resistentes. O tanque de plástico de 8,2 litros deve garantir autonomia média de 200 quilômetros, projetando o consumo na faixa de 25 km/litro. Isso ainda vou conferir quando pintar a moto pra teste.

No mercado americano a CRF 230 não tem farol e seu uso é estritamente esportivo, destinado às competições. Na Europa, em alguns países, essa moto recebe equipamentos de iluminação e espelhos e pode ser emplacada normalmente. No Brasil optou-se por instalar um pequeno farol com lente de plástico, para permitir a participação também em enduros. É uma decisão sábia porque muita gente já se viu à noite na trilha, montado em moto sem farol. Os pilotos de enduro terão de instalar velocímetro/hodômetro, o que nem é tão difícil, pois a cremalheira da XR 200 pode servir perfeitamente. Ou usar um painel digital com sensor magnético, como os velocímetros de bicicleta. A lanterna traseira também é fácil de resolver, basta passar na bicicletaria mais perto de casa e comprar uma lanterna de leds que funciona por pilha comum, tem boa luminosidade e pode ser fixado com uma simples abraçadeira de plástico.

Lateral direita
Quase voando

Ela não terá Renavam (Registro Nacional de Veículo Automotor), o que impedirá o emplacamento, por outro lado vai economizar com IPVA, licenciamento, seguro obrigatório etc. É bom fazer uma cópia autenticada da nota fiscal para porte e manter a original muito bem guardada porque é o único documento fornecido. Para quem competir no enduro de regularidade poderá ter problemas nos deslocamentos, caso um policial mais linha-dura decida implicar com a ausência de alguns itens.

Leve, simples e fácil de pilotar, a CRF 230 tem tudo para atrair quem gosta de fora-de-estrada e não tem paciência para ficar “depenando” uma moto de uso misto. Ela vem pronta! E ainda tem garantia de três meses, o que não é normal em motos de competição. O preço sugerido em SP, sem frete, é um chute: R$ 9.963,00, o que a situa entre a Bros 150 e a Tornado 250. A Honda espera vender 2.500 unidades até o final de 2006.

Ficha Técnica

CATEGORIA

Off-road
MOTOR

TIPO

OHC, Monocilíndrico, 4 tempos, arrefecimento a ar

CILINDRADA

223 cc

DIÂMETRO X CURSO

65,5 x 66,2 mm

CARBURADOR

PD9CE (Diâmetro do Venturi 26,0 mm)

SISTEMA DE LUBRICAÇÃO

Forçada por bomba trocoidal

RELAÇÃO DE COMPRESSÃO

9,0 : 1

SISTEMA DE PARTIDA

Elétrica

TORQUE MÁXIMO

1,92 kgf.m a 6.500 rpm

POTÊNCIA MÁXIMA

19,3 cv a 8.000 rpm

TRANSMISSÃO

6 velocidades

EMBREAGEM

Multidisco em banho de óleo

SISTEMA ELÉTRICO

IGNIÇÃO

CDI

BATERIA

12V – 4 Ah (10 horas)

FAROL

35W

CAPACIDADES

TANQUE DE COMBUSTÍVEL

8,2 litros

ÓLEO DE MOTOR

1,2 litro

CHASSI

TIPO

Berço semiduplo

SUSPENSÃO DIANTEIRA/ CURSO

Garfo telescópico/ 240/ 216 mm

SUSPENSÃO TRASEIRA/ CURSO

Pro-link / 76,4/ 230 mm

FREIO DIANTEIRO / DIÂMETRO

A disco / 240 mm

FREIO TRASEIRO / DIÃMETRO

A tambor / 110 mm

PNEU DIANTEIRO

80 / 100 – 21 NHS MT 320H

PNEU TRASEIRO

100 / 100 – 18 NHS MT320H

DIMENSÕES

COMPRIMENTO X LARGURA X ALTURA

2059 x 812 x 1190 mm

DISTÂNCIA ENTRE EIXOS

1372 mm

DISTÂNCIA MÍNIMA DO SOLO

305 mm

ALTURA DO ASSENTO

872 mm

PESO SECO

107 kg

PREÇO PÚBLICO SUGERIDO
(Base Estado de São Paulo)

R$ 9.963,00
OBS: Sem frete e seguro

TTR 230

30/11/2007

Yamaha TT-R 230: na trilha da concorrência
A exemplo da Honda, com a CRF 230F, Yamaha começará a vender a TT-R 230, já produzida no Brasil, no mercado interno
Texto: Murillo Ghigonetto/INFOMOTO
Fotos: Divulgação
(26-03-07) - O lançamento e o sucesso de vendas da Honda CRF 230F motivaram os japoneses da Yamaha a seguirem a trilha da concorrência e correr atrás do mercado off-road. A montadora nipônica está preparando a comercialização da TT-R 230 no mercado interno já no final deste ano. Além de disputar a preferência dos motociclistas adeptos do fora-de-estrada, o objetivo é minimizar prejuízos com as quedas das exportações, em razão da taxa de câmbio desfavorável, uma vez que o modelo é produzido em Manaus (AM) exclusivamente para exportação. Pelo menos até o momento.

O lançamento oficial da TT-R 230 deve ser feito em outubro, no Salão das Duas Rodas. O modelo off-road fez sua primeira aparição ao público na última edição da feira. Como já é fabricada no Brasil, a logística necessária para a comercialização da motocicleta no País está facilitada. Faltam apenas ajustes na linha de montagem.

Só para a terra

Com desenho moderno e mecânica simplificada, o modelo é extremamente compacto e se mostra ideal para os iniciantes no mundo off-road. Seu baixo peso (109,8 kg) também é um fator que contribui para a pilotagem “sem sustos”. Por ser uma moto voltada exclusivamente para o fora-de-estrada, itens como piscas, luz de freio e lanternas não fazem parte do conjunto. No lugar, a montadora japonesa prefere reforçar o espírito de competição do modelo com a adoção do number plate. Os pára-lamas são altos, assim como a altura do assento (871mm). No lugar do painel com velocímetro e conta-giros, há apenas o miolo de ignição para o acionamento do motor, que conta com partida elétrica.

E por falar em motor, o da TT-R230 já é conhecido dos brasileiros, o mesmo que equipava as extintas XT 225. O propulsor é um monocilíndrico quatro tempos de 223 cm³ com SOHC (comando de válvulas simples no cabeçote) e arrefecimento a ar. A versão atualmente produzida no Brasil e vendida na América do Norte, oferece potência máxima de 18 cv a 7.500 rpm, e torque de 1,78 kgm a 6.500 rpm. A transmissão final é feita por corrente, com câmbio de seis velocidades. Tanto os números de desempenho como os detalhes estéticos e especificações técnicas podem mudar na versão para o mercado nacional, já que o TT-R 230 terá de atender às normas brasileiras.

Na parte ciclística o modelo não tem nenhuma grande inovação. A suspensão dianteira utiliza o tradicional garfo telescópico com tubos de 36 mm e curso de 239 mm. Na traseira a TT-R 230 traz uma balança de alumínio com monoamortecedor de 221 mm de curso. O conjunto utiliza freio a disco de 240 mm e rodas em alumínio de 21 polegadas na frente, além de freio a tambor de 110 mm com rodas de 18 polegadas atrás.

Os grafismos devem seguir o mesmo padrão dos modelos de exportação, como mostrado nas fotos. O preço deve ficar próximo de R$ 9 mil, assim como o da CRF 230F, ou seja, uma ótima pedida para quem quer uma moto apenas para trilha. Agora é esperar para ver!

 

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